Moon Mary BlogEntrevista com a Moon Mother e Sacerdotisa Celta Mariette Capinha

https://florescerdoser.pt/wp-content/uploads/2022/01/Captura-de-ecrã-2022-01-21-às-18.34.25.png

O sorriso genuíno e a energia contagiante revelam a presença magnética de Mariette Capinha desde o primeiro instante.

Ao longo do seu percurso de vida Mariette sempre sentiu vontade de estar imersa na natureza, como que pressentindo este chamamento de abraçar o ser, valendo-lhe o apelido de “mãe natureza” por parte das pessoas mais próximas.

De facto, Mariette é toda ela uma força da natureza que transborda através de cada palavra, de cada gesto, de cada ação. Na sua presença sentimo-nos em casa e a Mariette sabe, como ninguém, acolher o sagrado feminino, inspirando e instigando essa vivência nas mulheres que vão cruzando o seu caminho.

Em 2019 Mariette Capinha fundou a Academia Florescer do Ser cuja missão é despertar e honrar o sagrado feminino, para que cada mulher possa reencontrar o caminho de volta ao seu verdadeiro ser. Ao entrar na Academia Florescer do Ser sentimo-nos muito bem acolhidas, como que regressando a um lugar que sempre nos foi familiar e que nos recebe de braços abertos, onde há tempo e espaço para sermos nós próprias.

Para além de Moon Mother e Sacerdotisa Celta, Mariette é também Facilitadora de Círculos de Mulheres e Mestre de Reiki. É uma honra entrevistar esta Terapeuta, cujo percurso na íntegra podem consultar aqui.

1 – Fala-nos um pouco do teu percurso. O que te motivou a fazer esta mudança do mundo corporativo para o mundo do ser e criar a Academia Florescer do Ser?

27 anos a trabalhar numa Multinacional trouxe grandes oportunidades de crescimento e desenvolvimento de competências.
Durante estes 27 anos fiz muitas das etapas relacionadas com o ciclo de vida das Mulheres.
Casei, fui mãe, divorciei-me, mudei de cidade, dei saltos de fé.
Fiz trabalho interior de cura e mudança de paradigmas.
Apostei e investi muito em formação de desenvolvimento pessoal.
Fui aprendendo novas formas de ver a vida, trabalhei relacionamentos, aprendi a disciplinar-me e ultrapassei medos.
Nesta caminhada cheguei ao penúltimo rito de passagem do ciclo de vida feminino.
A menopausa.
Este é um tempo de introspeção e de alinhamento com o nosso eu interior e divino.
Último comboio para realizar o projeto e missão de coração.
Algo me perturbou e fez com que me questionasse sobre o sentido que faria continuar uma jornada que estava a trazer-me um vazio, ou por outro lado se deveria ouvir o chamado que estava a ter do meu coração para abraçar outra forma de viver a vida e de me realizar.
Sempre me senti uma cuidadora e terapeuta.
Algo me chamou para “O Ser” de forma assumida e noutro contexto.
A partir deste instante a vida foi acontecendo de forma rápida e mudou o rumo.
O universo conspirou nesta grande mudança.
O chamamento para trabalhar com mulheres na cura das feridas femininas e da ancestralidade foi ficando cada vez mais presente.
Foi necessário desenvolver competências, aprender novos temas, mudar crenças e paradigmas. Nessa altura foi importante rever a minha Jornada e saber o que trazer para a nova fase ou o que desapegar e deixar ir para não pesar.
Iniciei este caminho, fazendo os Caminhos de Santiago, Glastonbury, Avalon, Tailândia.

Resolvi, libertei, integrei e deixei legado para que alguém continuasse a jornada.
Neste processo foi necessário realizar vários ciclos de morte, transformação e renascimento.
Hoje sinto-me realizada neste projeto de alma e nutrida cada vez que vejo a cura a acontecer nas mulheres que vão chegando ao meu encontro.
Trabalhar o sagrado feminino é uma honra, mas também um dever com o outro.
Faz parte do propósito da Terra esta mudança energética e de consciência que estamos a atravessar.
Tem sido um caminho muito desafiador e de grandes mudanças, mas um caminho que me deixa de coração quente e feliz.
Academia Florescer do Ser é uma filha que nasceu aos meus 50 anos e que está a florescer a cada dia que passa.

2 – Quais são os principais objetivos da Academia Florescer do Ser?

Trabalhar o feminino e o masculino ferido, mas Divino das mulheres, que para vencerem na vida e alcançarem a sua autonomia, liberdade e lugar na sociedade aceitaram negar a sua essência e verdade, para se afirmarem numa sociedade de dominação, adição, controlo e manipulação.

Realizar com as mulheres esta transição vibracional para a Nova Era.
Um trabalho na comunidade promovendo desenvolvimento pessoal e expansão de consciência.
Ajudar a curar as feridas da alma e da nossa ancestralidade. Repor a verdade.

3 – Qual é a tua visão para o mundo e de que forma é que podemos cultivar o ser para nos alinharmos com esse cenário?

Um espaço onde todos sabem qual o seu lugar e trabalham para o equilíbrio do todo.
Um mundo onde crescer não tenha obrigatoriamente que passar pelo sofrimento, mas por uma forma de autoconsciência que se irá expandindo á medida que percebemos qual o impacto que os nossos pensamentos, atitudes e decisões têm na nossa vida, na vida dos outros e na do Planeta.
Trabalhar o ser é curar as feridas, ressignificar e expandir a consciência do ser humano.
Afinal dos vários reinos na terra, mineral, vegetal, animal o ser humano é o mais dependente e inconsciente do seu lugar.

 

4 – O teu trabalho é maioritariamente com mulheres: porquê? Qual o papel do feminino nesta transformação global? Porquê que tem de partir das mulheres?

Dos vários pilares da sociedade o sacerdócio e religião é aquele que ainda continua na dominação masculina.
Enquanto a mulher não for livre para se expressar na forma de viver a sua espiritualidade consciente e libertar-se das crenças e padrões de uma sociedade muralista e dogmática a religião/ espiritualidade irão continuar a arrastar a sociedade para as sombras.

A religião ainda domina e mata muita gente.
Grandes atrocidades na Terra têm sido realizadas pelo poder dominativo religioso.
A Terra está cansada de receber o sangue de inocentes.
A verdade de um Deus que pune, traz medo, morte e sofrimento é fraturante e desestabilizador.
Precisamos de resgatar o valor sagrado da Mulher e o despertar da Deusa Mãe.
As mulheres precisam de se sentir confortáveis e integrar este direito.
Quando tivermos mulheres nutridas, estáveis, amadas, livres e realizadas podemos começar a estruturar uma Nova Era.
É a Mulher que sabe como nutrir, cuidar, apoiar e estruturar com o coração.

 

5 – Qual o papel de uma sacerdotisa numa sociedade e como desempenhá-lo nas sociedades modernas?

Uma Sacerdotisa, para mim é aquela mulher que se preparou, curou as suas feridas, entende a humanidade e aprendeu a transformar conhecimento em sabedoria para então se dedicar ao outro de uma forma consciente, responsável e verdadeira.
Uma Sacerdotisa é a mulher que aprendeu a amar-se, a valorizar-se, reconhece o poder do amor incondicional em si.
É uma mulher que travou batalhas internas, ouve os seus conflitos internos, cura as suas feridas e assume a sua sombra sem ter que a projetar nos outros.

É alguém que está preparado para morrer e renascer muitas vezes e integrar o que veio aprender para depois ajudar os outros nessa mesma jornada. É aquela que vive a amorosidade consigo mesma e depois com os outros. É aquela que trabalha a sombra com Luz e magia transformando dores e feridas em dons talentos e virtudes

 

6 – Como implementar novos valores – alinhados com o ser – na era em que vivemos?

Cada um assumir e fazer a sua parte. Não vale a pena querermos mudar o mundo se não tivermos a capacidade e vontade de nos mudarmos a nós próprios e sermos os primeiros agentes da mudança.

 

Link para a página
skinatheart.com

Entrevista com a Moon Mother e Sacerdotisa Celta Mariette Capinha

Este site usa cookies e solicita seus dados pessoais para melhorar sua experiência de navegação.